Aqui
jaz
Quem
escreveu
Seu nome
com água.
Na
lápide,
Gota
de orvalho fria,
Rosa
solitária se via
Balançando,
acenando
Adeus
movida pela brisa.
A sabiá
triste cantiga,
De galho
em galho
Seguia,
notas sombrias
Naquele
lugar se ouvia.
Disse
Tales nesta premissa:
“Água
que em tudo existe”.
Cadáver
na terra umedecida,
Algumas
lágrimas de um rosto
Solitário
escorria.
Corpo vivo e
presente ali
se fazia.
Quem
foi este ou esta?
Nome, o tempo apagara,
Nem um
risco existia.
Quem
seria?
A
água tanto bateu que
Nenhum
registro nominal
Havia.
Sem
identificação foi apenas
Pó
que a terra abraçaria,
Envolto
na água que a tudo
Torna
vida.

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"Não me tires o que não me podes dar!... Deixa-me ao meu sol."
- Diógenes de Sinope