terça-feira, 11 de agosto de 2026

Folha



Da árvore divina uma folha caiu.
Pousou no chão que lhe dera vida.
Ao sabor do vento seguiu sua sina.
Mas, algo funesto no seu íntimo emergiu.
 
A sua existência estava por um fio?
O tempo, o sol, o relento a esmaecia.
Antes esverdeada, agora amarelecida.
No galho, apogeu. Sem vínculo, declínio.
 
Decompunha-se conforme a intempérie do dia.
Seguindo o tempo, o ecossistema dela se nutria.
É chegado o momento da travessia do ciclo findo.
 
O Homem adquiriu mortalidade ante o fruto proibido.
A folha se desprendeu ao toque da mão na busca do infinito.
Por egoísmo, para um o jazigo, e para outra a vereda onde desfalecia.
 

 

 

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"Não me tires o que não me podes dar!... Deixa-me ao meu sol."
- Diógenes de Sinope